Como Identificar Periódicos Predatórios: Uma Lista de 15 Pontos para Pesquisadores Africanos

Para cada pesquisador em busca de uma publicação, existe um periódico falso esperando para tirar seu dinheiro. Periódicos predatórios cobram uma taxa para publicar quase qualquer coisa com pouca ou nenhuma revisão por pares real — e acadêmicos nigerianos e africanos, sob pressão para publicar para promoção, são fortemente visados. Esta lista de 15 pontos ajuda você a identificar os sinais de alerta antes de submeter, e mostra como verificar se um periódico é genuíno.

O que é um periódico predatório?

Um periódico predatório é aquele que afirma ser uma publicação acadêmica legítima, mas existe principalmente para cobrar taxas de processamento de artigos (APCs) dos autores, sem fornecer revisão por pares genuína[1], padrões editoriais ou arquivamento de longo prazo. O termo descreve engano e falta de controle de qualidade — não o simples fato de cobrar uma taxa.

Por que pesquisadores africanos e nigerianos são visados

Regras de promoção “publique ou pereça”, acesso limitado a mentoria sobre onde publicar e o custo de APCs legítimos se combinam para tornar pesquisadores em economias emergentes um mercado-alvo para editores predatórios[2]. Os e-mails lisonjeiros parecem oportunidades; na realidade, podem custar dinheiro, desperdiçar boa pesquisa em um periódico que ninguém confia e até prejudicar a carreira quando comitês de promoção rejeitam o veículo.

A lista de 15 pontos para identificar periódicos predatórios

Quanto mais desses sinais de alerta um periódico apresentar, maior o risco:

  1. E-mails lisonjeiros não solicitados. Convites de spam elogiando sua “pesquisa eminente” e instando uma submissão rápida.
  2. Promessas de publicação muito rápida. A revisão por pares real leva semanas a meses; “aceitação em 72 horas” é uma bandeira vermelha.
  3. Fatores de impacto falsos. Métricas inventadas como “Global Impact Factor”, “Universal Impact Factor” ou “Cosmos Impact Factor” — nenhuma é legítima.
  4. APCs ocultos ou surpresa. Taxas que aparecem apenas após seu artigo ser aceito.
  5. Um conselho editorial não verificável. Poucos nomes, sem afiliações, ou acadêmicos respeitados listados sem seu consentimento.
  6. Um título semelhante. Um nome que imita de perto um periódico bem conhecido e estabelecido (sequestro de periódico).
  7. Nenhum processo claro de revisão por pares. O site nunca explica como, ou se, as submissões são revisadas.
  8. Um escopo impossivelmente amplo. Um periódico que afirma cobrir medicina, direito, agricultura e engenharia ao mesmo tempo.
  9. Um site de baixa qualidade. Erros de ortografia, links quebrados, páginas faltando ou branding com fotos de banco de imagens.
  10. Alegações falsas de indexação. Gabar-se de estar na Scopus, Web of Science ou DOAJ que você não pode confirmar nos próprios sites desses serviços.
  11. ISSN ausente ou falso. Sem ISSN, ou um que não resolve no Portal ISSN oficial.
  12. Um contato de webmail gratuito. O “escritório editorial” usa um endereço Gmail ou Yahoo em vez de um institucional.
  13. Nenhuma política de ética ou retratação. Sem filiação à COPE, sem política declarada sobre correções, retratações ou má conduta.
  14. Artigos publicados de baixa qualidade. Navegue por uma edição recente: artigos repletos de erros, fora do tópico ou claramente não revisados.
  15. Aceitação garantida. Qualquer promessa de que seu artigo será publicado é incompatível com a revisão por pares real.

Como verificar se um periódico é legítimo

Não confie nas próprias alegações do periódico — verifique fontes independentes:

  • DOAJ (doaj.org): pesquise o periódico no Directory of Open Access Journals. A inclusão é um forte sinal positivo.
  • Think. Check. Submit. (thinkchecksubmit.org): uma lista de verificação gratuita passo a passo endossada por grandes órgãos acadêmicos.
  • COPE (publicationethics.org): confirme que o editor é membro do Committee on Publication Ethics.
  • O próprio site do índice. Se um periódico afirma indexação na Scopus ou Web of Science, verifique no Scopus Sources ou na Master Journal List — não na página do periódico.
  • AJOL (ajol.info): para periódicos africanos, a inclusão no African Journals Online é uma verificação de credibilidade útil.
  • O Portal ISSN (portal.issn.org): confirme que o ISSN é real e corresponde ao periódico.

O que fazer se você já submeteu ou pagou

Se seu artigo ainda não foi publicado, solicite a retirada imediatamente e por escrito. Se já foi publicado, entre em contato com o periódico para pedir retratação e mantenha registros de toda a correspondência — e esteja ciente de que o trabalho pode precisar ser publicado adequadamente em outro lugar. Conte ao seu supervisor ou escritório de pesquisa; as instituições cada vez mais mantêm orientação e preferem ajudar cedo do que descobrir durante uma revisão de promoção.

Perguntas frequentes

Existe uma lista oficial de periódicos predatórios?

Não existe uma única lista negra oficial — a Beall’s List, a mais conhecida, foi descontinuada em 2017. A abordagem confiável é usar listas brancas e ferramentas confiáveis: confirme um periódico no DOAJ e execute-o no Think. Check. Submit.

Todos os periódicos que cobram uma taxa são predatórios?

Não. Muitos periódicos de acesso aberto respeitáveis cobram uma APC legítima para cobrir custos de publicação, e periódicos de acesso aberto “diamante” não cobram nada dos autores. Predatório é sobre engano e ausência de revisão por pares real, não a taxa em si.

Como verifico se um periódico está no DOAJ?

Vá para doaj.org e pesquise o título do periódico ou ISSN. Se aparecer, atendeu aos critérios básicos de qualidade e transparência do DOAJ; se não, trate isso como um motivo para investigar mais.

Referências

  1. Grudniewicz A, Moher D, Cobey KD, et al. (2019). Predatory journals: no definition, no defence. Nature 576:210–212. doi:10.1038/d41586-019-03759-y
  2. Xia J, Harmon JL, Connolly KG, et al. (2015). Who publishes in “predatory” journals? J Assoc Inf Sci Technol 66(7):1406–1417. doi:10.1002/asi.23265
  3. Think. Check. Submit. thinkchecksubmit.org
  4. Committee on Publication Ethics (COPE). publicationethics.org
  5. Directory of Open Access Journals (DOAJ). doaj.org
  6. ISSN Portal. portal.issn.org

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